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Discernindo

OS CATÓLICOS E A “NOVA COLONIZAÇÃO”

O artigo critica a chamada “legenda negra” sobre a colonização cristã da América e destaca a missão civilizadora dos evangelizadores. Compara essa narrativa à imposição moderna do pluralismo, que busca afastar famílias católicas de suas convicções morais e culturais. Defende o direito dos pais de educar e proteger os filhos contra influências consideradas prejudiciais à fé e à formação. Afirma que toda ideologia, inclusive a que proclama a igualdade entre culturas, também expressa uma visão de mundo e pode impor-se sobre outras. Conclui que a verdadeira cultura e civilização se fundamentam na lei natural, na Revelação e nos ensinamentos da Igreja Católica.
Paulo Henrique Américo de Araújo

Todos conhecem a narrativa anticatóli­ca sobre a colonização da América. Os detratores insistem em denegrir a ação benfazeja dos incontáveis missionários que para aqui vieram com o objetivo de salvar e civilizar os povos indígenas a partir do século XVI. Trata-se da famigerada “legenda negra”, segundo a qual além de matar, escra­vizar e humilhar os índios, os portugueses e espanhóis impuseram sobre eles a cultura cristã europeia.

Os povos originários americanos oprimidos, conti­nua a “lenda”, eram forçados a abandonar suas crenças e costumes e se submeter à visão de mundo cristã, tirânica e impositiva. Uma das técnicas mais cruéis dos europeus consistia em educar as crianças indígenas, retirando-lhes do convívio dos pais e ensinando-lhes — que terrível! — o catecismo da Igreja Católica.

Os colonizadores, como possuíam pretensamente uma cultura superior aos ditos “bárbaros” americanos, tinham o direito da “inculturação” do indígena. E assim alcançaram seu objetivo, não sem um processo lento e dificultoso, mas que no fim vergou os habitantes da Amé­rica aos interesses autoritários dos invasores europeus.

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