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Editorial

Editorial Julho de 2026

A frase atribuída a Einstein alerta que a tecnologia pode suplantar a interação humana, gerando uma geração menos pensante. Com a IA onipresente, algoritmos “pensam” e “decidem” por nós, atenuando raciocínio, criatividade e discernimento. A dependência excessiva da internet e a sobrecarga de informações falsas – impulsionadas por bots – tornam difícil separar verdade (trigo) de engano (joio). Quem controla esses sistemas de IA detém poder sem precedentes, podendo moldar mentes e limitar a liberdade dos usuários.
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“Tenho medo do dia em que a tecnologia vier a sobrepor-se à interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas.” A frase é atribuída a Albert Einstein, mas não encontramos comprovação histórica. Entretanto, o que importa é esta verídica advertência.

O referido dia parece ter chegado com o domínio onímodo e onipresente da Inteligência Artificial (IA). Especialistas dizem que ela está suplantando a inteligência humana, “pensando por você”, “decidindo por você”. Ou seja, embora o próprio do ser humano é ser racional, os humanos estão deixando de pensar. Os algoritmos de IA estão amortecendo o raciocínio e a criatividade, eliminando os aspectos mais inerentes (e mais deleitáveis) à vida humana: pensar, analisar, decidir. Por isso, idiotices, mediocridades, imoralidades, fakes, deepfakes estão dominando o mundo.

Muitas pesquisas científicas vêm comprovando que praticamente todos estão ficando dependentes da internet, todos tendem a ficar com o pensamento atrofiado e homogêneo. Isto porque recebem overdoses de informações propagadas por bots e robôs de IA. O pior é que todos ficam sem meios para separar o joio do trigo — muitas vezes, permanecendo apenas com o ‘joio’ (inverdades, ocultismo, pornografia). Com a IA, o ‘joio’ é transmitido em toneladas, enquanto o ‘trigo’ em apenas alguns gramas...

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