NOBREZA E TRADIÇÃO - NUMA SOCIEDADE VIGOROSA 8
Nas cortes reais, um dos cargos importantes era o de pregador oficial, escolhido criteriosamente levando-se em conta a qualidade da oratória e também a idoneidade e hombridade do eclesiástico. Era habitual a assistência diária à missa, e nessa ocasião o pregador se esmerava em vergastar os vícios da corte. Bem diferente de habituais saudações e discursos de cerimônia, cujo vácuo de conteúdo limita-os a conveniências e conivências.
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Nobreza e Tradição - Numa Cristandade Vigorosa 7
São Luís IX é apresentado como um rei justo, acolhedor e caridoso, sempre atento às necessidades dos pobres e humildes. Educava os filhos pelo exemplo, ensinando-lhes a temer o pecado, amar o povo e governar com responsabilidade. Demonstrava imparcialidade ao combater injustiças, mesmo quando envolviam parentes ou pessoas de alta posição. Praticava a generosidade, a humildade e a reparação dos danos causados por autoridades do reino. Sua fé era inabalável, mostrando que preferia perder a vida a comprometer a consciência e a fidelidade a Deus.
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Nobreza e Tradição numa cristandade Vigorosa 6
O texto mostra como, ao longo da história, muitos nobres, reis, generais e estadistas viveram com profunda fé católica, a ponto de vários se tornarem santos, provando que a nobreza é compatível com a prática heroica das virtudes. Relata exemplos de reis que rezavam o rosário, defendiam a Igreja, honravam a Eucaristia em público e, na hora da morte, pensavam antes na salvação da alma do que nos bens terrenos ou nos títulos. Mostra também chefes militares e governantes que preferiram dar testemunho cristão diante dos soldados e súditos, reconheceram o poder da cruz acima do cetro e respeitaram a religião mesmo em conflitos políticos. Em síntese, a verdadeira grandeza temporal aparece sempre subordinada a Deus: os melhores príncipes, políticos e heróis foram aqueles que cumpriram seus deveres com os homens porque tinham clara consciência de seus deveres para com o Criador.
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Nobreza e Tradição - numa sociedade vigorosa 5
foto - Retrato por Mathew Brady, 1876. O artigo mostra como D. Pedro II vivia de forma simples e acessível, vendo todo o povo como sua “família brasileira” e evitando barreiras entre a nobreza e o restante da sociedade. Relatos de diplomatas, escritores e conselheiros descrevem as audiências públicas dos sábados, em que qualquer pessoa — até o mais humilde negro descalço — podia falar diretamente com o Imperador, sem formalidades. Ele escutava com atenção, tratava todos com bondade e muitas vezes resolvia injustiças que autoridades locais ignoravam. Essas atitudes exemplificavam o exercício nobre e paterno do Poder Moderador, apresentado como um modelo de governante útil e moralmente elevado, desejável até para o Brasil de hoje.
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NOBREZA E TRADIÇÃO NUMA CRISTANDADE VIGOROSA 4
Os empreendimentos rurais antigos eram familiares e favoreciam convívios frequentes entre proprietários e empregados, estendendo-se às cidades vizinhas e criando normas de cortesia para facilitar o contato. Contatos entre nobres e pessoas de níveis inferiores existiam quando necessários, sempre sem hostilidade. Reis, como Luís XIV, mantinham acesso livre ao povo, permitindo que súditos visitassem palácios e participassem de refeições reais. Exemplos históricos mostram que estudantes comuns podiam percorrer palácios e até viajar com membros da corte, evidenciando a abertura social da época.