Flutuando dentro da alegria de ser
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Flutuando dentro da alegria de ser

O artigo parte da contemplação do canto alegre do bem-te-vi para refletir sobre uma forma de alegria pura e desinteressada, “a alegria de existir”. O autor compara esse canto ao comportamento de um grupo de meninos em férias, cheios de vida, inocência e sonhos, “pipilando” como passarinhos às portas das aventuras da vida. Essa espontaneidade juvenil lembra aos adultos o bem profundo e esquecido que existe em suas próprias vidas. Ver essas crianças é como um “refrigerante” da alma, que desperta memórias de beleza e de esperança obscurecidas pelas provações do cotidiano.
Plinio Corrêa de Oliveira

Certa vez, enquanto lavava o rosto pela manhã, ouvi os bem-te-vis cantando e fiquei pensando neles.

Tenho a impressão de que nos dias feios eles não se manifestam tanto, mas nos dias bonitos se manifestam muito alegres. O modo de cantar e sua sonoridade me encantavam.

Aquele cântico bem-te-vi! tem uma musicali­dade por onde se expande toda a alegria de ser e de existir. O passarinho, levado por instinto, tem aquele modo típico de cantar, ele aparece e some, e depois reaparece; passa seus anos flutuando dentro daquela alegria de ser.

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