Membro da Guard Suiça do Vaticano
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As Cruzadas contradizem o espírito cristão?

A Igreja reconhece que a guerra pode ser moralmente lícita quando obedecem à doutrina da guerra justa, exemplificada por santos como São Bernardo de Claraval e o rei São Luís IX. Os Padres da Igreja, inicialmente críticos ao serviço militar por causa dos cultos pagãos, passaram a tolerar soldados que mantivessem a fé e recusassem a idolatria. Santo Tomás de Aquino sintetizou três requisitos essenciais – autoridade legítima, causa justa e intenção reta – para que o combate não seja pecado. Cristo não nega a guerra, mas a transforma em “espada” espiritual que, em situações de defesa da fé e da ordem, pode se materializar em ação legítima. Assim, um cristão virtuoso pode servir ao exército e lutar, desde que a guerra busque restaurar a paz verdadeira e respeite os critérios da justiça cristã.
Lorenzo Lazzarotto

 

Um discípulo de Jesus Cristo pode servir e lutar no exército? Numa guerra, um católico virtuoso e temente a Deus pode matar sem pecar?

Essas perguntas intrigam muitos fiéis, especialmente em nossa época eivada de pacifismo, na qual muitos pregadores apresentam a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo como a de um pregador humanitário e pacifista.

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John Horvat