Madre Maria Carmela do Coração de Jesus, Priora do Carmelo Gallipoli.
Madre Maria Carmela do Coração de Jesus, Priora do Carmelo Gallipoli.
Destaque

“MILAGRE DE GALLIPOLI” (1910) Intervenções milagrosas de Santa Teresinha do Menino Jesus

Gallipoli, a joia do Jônico na Puglia, tem raízes que remontam a 265 a.C. e exibe um mosaico de estilos arquitetônicos, do bizantino ao barroco. Em 1910, o convento das Carmelitas Descalças enfrentou penúria extrema, quando, segundo as freiras, Santa Teresa de Lisieux apareceu em sonhos e depositou notas de dinheiro que quitaram as dívidas e possibilitaram a reforma da igreja. As cédulas, perfumadas com rosas e encontradas misteriosamente na caixa do torno, foram reconhecidas pelos bispos como milagres, atraindo peregrinos ao mosteiro. Assim, a “Pequena Via” de Teresa transformou o convento de Gallipoli em um centro de devoção e esperança sobrenatural.
Afonso de Souza

Gallipoli, conhecida como a Pérola do Jônico, é uma cidade costeira e insular na região da Puglia, província de Lecce, no sul da Itália. O Jônico, um braço do Mar Mediterrâneo, situa-se entre o sul da Europa e o norte da África; separa a Península Itálica (incluindo Sicília e Calábria) da Albânia e da Grécia. (Não confundir com a homônima península na Turquia, onde entre abril de 1915 e janeiro de 1916 se travou uma das mais sangrentas campanhas da Primeira Guerra Mundial).

Suas origens se perdem na noite dos tempos. Já existia em 265 a.C., quando foi conquistada pelos romanos e fez parte do circuito da Via Appia que unia Roma a Brindisi.

Passou por várias mãos, como se vê pelos estilos variados de suas construções, que vão do bizantino ao gótico, do românico ao barroco, além de outras influências. Já se destacava nos tempos antigos, pois seu nome significa em grego “Kalé pólis”, isto é, “Bela Cidade”.

...

Quer ler o artigo completo?

Assine a Revista Catolicismo e tenha acesso a todos os artigos e edições exclusivas.

Artigos Relacionados

As Cruzadas contradizem o espírito cristão? Destaque

As Cruzadas contradizem o espírito cristão?

A Igreja reconhece que a guerra pode ser moralmente lícita quando obedecem à doutrina da guerra justa, exemplificada por santos como São Bernardo de Claraval e o rei São Luís IX. Os Padres da Igreja, inicialmente críticos ao serviço militar por causa dos cultos pagãos, passaram a tolerar soldados que mantivessem a fé e recusassem a idolatria. Santo Tomás de Aquino sintetizou três requisitos essenciais – autoridade legítima, causa justa e intenção reta – para que o combate não seja pecado. Cristo não nega a guerra, mas a transforma em “espada” espiritual que, em situações de defesa da fé e da ordem, pode se materializar em ação legítima. Assim, um cristão virtuoso pode servir ao exército e lutar, desde que a guerra busque restaurar a paz verdadeira e respeite os critérios da justiça cristã.

Lorenzo Lazzarotto •
Por que tantos têm tanto medo do renascimento católico? Destaque

Por que tantos têm tanto medo do renascimento católico?

O texto analisa o “renascimento silencioso” do catolicismo nos EUA, com aumento de batismos de adultos, especialmente entre jovens da Geração Z e grupos sociologicamente pouco propensos à conversão (ateus, muçulmanos, intelectuais, celebridades). Céticos progressistas tentam minimizar ou explicar o fenômeno apenas por números ou por vantagens sociais, vendo a conversão como “marcador de elite” ou estratégia de estabilidade e ascensão. O autor critica essas leituras sociológicas, mostrando que ignoram o principal agente da conversão: Deus, cuja graça move as almas a abandonar vantagens materiais e ambientes hostis para abraçar a fé. Chama esse movimento de “toque divino” que rompe narrativas liberais, assusta quem vive como se Deus não existisse e indica que algo extraordinário está em curso na História.

John Horvat •