Editorial - Abril de 2026
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O “Tempo Pascal” é o período mais solene do Ano Litúrgico, iniciando na Vigília Pascal e se estendendo até a Oitava de Pentecostes, marcado por cânticos de Aleluia e o hino Regina Coeli. Dom Prosper Guéranger o define como uma única solenidade prolongada, na qual a alegria da Ressurreição não se interrompe. O ápice celebra-se no Domingo de Páscoa, quando a vitória de Cristo sobre a morte é proclamada e testemunhada historicamente. Durante todo o período, o Círio Pascal simboliza Cristo ressuscitado, reforçando a vivência litúrgica da fé e da esperança na glória eterna.
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O “Tempo Pascal” corresponde a um dos períodos mais solenes do Ano Litúrgico. Ele começa com a Vigília Pascal, na véspera do Domingo da Ressurreição, e segue, no rito tradicional, até o fim da Oitava de Pentecostes, período festivo no qual abundam os “Aleluia” e se reza, em lugar do Ângelus, o hino mariano Regina Coeli, laetare (“Alegrai-Vos, ó Rainha do Céu). Depois que Paulo VI, com sua controvertida reforma, despojou o Espírito Santo dessa oitava de sua grande festa, no missal novo empobrecido o Tempo Pascal acaba no próprio dia de Pentecostes.

O Abade de Solesmes, Dom Prosper Guéranger (1805-1875), na sua famosa obra L’Année Liturgique, expõe que se pode dizer que o “Tempo Pascal” não é composto por várias festividades, mas de uma única solenidade prolongada: “É a mais longa das solenidades da Igreja. Forma um único período festivo, no qual a alegria da Ressurreição não conhece interrupção.”

Nesse período, como se fosse um “prolongado domingo”, o “Aleluia”, como manifestação de júbilo pela Ressurreição, é repetido frequentemente nos cânticos da Liturgia, após ter sido emudecido durante a Quaresma. O Círio Pascal (símbolo de Cristo ressuscitado), aceso na Vigília da Páscoa, assim permanece durante todas as Missas do “Tempo Pascal”.

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