Comunismo e anticomunismo em uma hora decisiva da História
Os momentos decisivos da História — aqueles em que civilizações entram em colapso e renascem — são sempre caracterizados por divisões e polarizações religiosas, culturais e sociais.
No entanto, para aqueles que tomam como ponto de referência a obra De Civitate Dei (A Cidade de Deus), de Santo Agostinho, a raiz e a chave para a interpretação de cada problema reside na teologia da história, que nos permite ir além de uma leitura puramente contingente dos acontecimentos.
Nessa perspectiva, as crises não são simplesmente produto de fatores econômicos ou institucionais, e sim reflexo de uma tensão mais profunda entre diferentes visões da humanidade e do mundo.
...
Quer ler o artigo completo?
Assine a Revista Catolicismo e tenha acesso a todos os artigos e edições exclusivas.
Artigos Relacionados
Internacional
“Falcões” e “pombos” na turbulência Internacional
O texto contrapõe “falcões” e “pombos” desde a Guerra Fria: os primeiros veem a paz garantida pela força e dissuasão, os segundos pela distensão, diálogo e convergência global. Mostra como, na prática, a política pacifista ocidental desarmou psicologicamente o público diante do expansionismo comunista (URSS e depois China), enquanto a linha dura de Reagan foi decisiva para o colapso soviético. Atualiza o quadro com 11 de Setembro, Covid, guerra na Ucrânia, ataques do Irã via Hamas e o retorno da “linha dura” com Trump e Netanyahu, vistos pela mídia pacifista como ameaças. Conclui, à luz de Plinio Corrêa de Oliveira, que a obstinação “dos pombos” historicamente favorece os agressores e pode repetir os erros que levaram ao Terror de 1789.
Internacional
As verdadeiras causas da guerra e a única condição para a paz
A maioria dos analistas atribui a guerra no Oriente Médio a interesses econômicos, mas Roberto de Mattei sustenta que as causas profundas são teológicas e escatológicas, ligadas a visões de fim dos tempos presentes no evangelicalismo americano, no sionismo judaico, no messianismo xiita iraniano e no mito russo da “Terceira Roma”. Ideólogos como Dugin e até grandes nomes da tecnologia (Musk, Thiel) reinterpretam a luta entre Bem e Mal como conflito de poderes seculares pela dominação mundial. Em contraste, a Igreja Católica possui sua própria teologia da história, baseada em Santo Agostinho e reafirmada por Pio XI e Pio XII: o afastamento de Deus é a causa última das guerras. A única condição verdadeira para a paz é o retorno à ordem natural e divina, ao reino de Cristo, culminando no triunfo profetizado em Fátima pelo Imaculado Coração de Maria.
Internacional
Tentando explicar a crise sobre a GROENLÂNDIA
John Horvat As ameaças do governo Trump de tomar posse da Groenlândia não fazem sentido. Seja por pressão ou invasão, a aquisição da ilha (território da Dinamarca) pouco povoada seria um ato brutal de agressão, moralmente injustificável. É verdade que a região do Ártico é um local de crescente importância estratégica. No entanto, não se trata de uma emergência de segurança nacional. Não há motivo para invadir ou forçar uma venda.