MALDIÇÃO DO PETRÓLEO -  O Brasil entre a riqueza natural e o entrave estatal
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MALDIÇÃO DO PETRÓLEO - O Brasil entre a riqueza natural e o entrave estatal

O artigo mostra como a “maldição do petróleo” se manifesta no Brasil: uma Petrobrás altamente lucrativa usada politicamente, com monopólio, corrupção, refino inadequado e enorme carga tributária que encarece combustíveis e toda a economia. Aponta o etanol (cana e milho) como alternativa estratégica, limpa e já responsável por cerca de ⅓ do consumo de combustíveis, que poderia crescer muito mais com menos impostos e incentivos corretos. Denuncia que o “Custo Brasil”, a burocracia e a voracidade fiscal levam produtores rurais e empresas a migrarem para países vizinhos com menos tributos, gerando crise no agronegócio, recorde de recuperações judiciais e até tragédias humanas, como suicídios de agricultores. Defende, por fim, a necessidade de reduzir o tamanho do Estado, aliviar a carga tributária e rever políticas ambientais e institucionais, para que a vocação produtiva do Brasil possa levá-lo ao papel de grande potência.
Hélio Brambilla

 

O termo “Maldição do petróleo” não é uma invenção retórica, mas um conceito acadêmico e geopolítico consolidado. Ele descreve o fenômeno onde a abundância deste recurso, em vez de gerar prosperidade, acaba por alimentar tiranias, oligopólios e esquemas de corrupção. Embora o petróleo tenha trazido avanços tecnológicos inegáveis, o problema reside no abuso: governos e grupos de interesse utilizam os lucros não para o bem comum, mas para sustentar ideologias e projetos de poder. Como diz o adágio, “o abuso não tolhe o uso”; a falha não está no mineral, mas na ética de quem o gere.

Rentabilidade incomparável e a Petrobrás

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