NOBREZA E TRADIÇÃO NUMA CRISTANDADE VIGOROSA 4
Os empreendimentos rurais eram implantados e desenvolvidos em bases familiares, gerando contatos múltiplos e frequentes entre os proprietários e seus empregados. Parte desse convívio se estendia às cidades vizinhas, imbricando-se assim as famílias de ambos os setores. Foram se estabelecendo naturalmente normas de cortesia e tratamento, para facilitar o relacionamento mantendo a distância conveniente. Nunca para dificultar o contato, ao contrário do que muitos parecem acreditar. Contatos entre pessoas de nível muito alto com outras de nível muito menor não eram frequentes, por serem desnecessários. Quando os nobres eram abordados por motivos válidos, nunca hostilizavam os inferiores.
*
Os reis sempre tiveram íntimo contato com seus povos. Na França ninguém era excluído da presença do rei, e as pessoas da classe mais baixa penetravam ousadamente em seu salão íntimo. O rei comia diante de seus súditos, em família, e cada um podia entrar na sala durante a refeição. O próprio Luís XIV afirmou: “Nesta monarquia, o acesso dos súditos ao príncipe é livre e fácil”.
...
Acesso Gratuito Disponível
Este artigo está disponível gratuitamente para todos os usuários cadastrados. Faça login para ler o conteúdo completo.
Artigos Relacionados
Nobreza
NOBREZA E TRADIÇÃO - NUMA SOCIEDADE VIGOROSA 8
O texto reúne episódios históricos que exaltam a coragem dos pregadores ao advertirem reis e nobres sobre seus vícios. Mostra que a verdadeira pregação não buscava agradar às autoridades, mas anunciar a verdade e defender a moral cristã. Também destaca o valor da franqueza, da humildade e da capacidade de reconhecer os próprios erros. As anedotas contrastam discursos vazios e bajuladores com palavras simples, sinceras e espiritualmente proveitosas. Por fim, ressalta a importância de respeitar a Igreja e seus ministros, colocando a consciência e a fé acima dos interesses terrenos.
Nobreza
Nobreza e Tradição - Numa Cristandade Vigorosa 7
São Luís IX é apresentado como um rei justo, acolhedor e caridoso, sempre atento às necessidades dos pobres e humildes. Educava os filhos pelo exemplo, ensinando-lhes a temer o pecado, amar o povo e governar com responsabilidade. Demonstrava imparcialidade ao combater injustiças, mesmo quando envolviam parentes ou pessoas de alta posição. Praticava a generosidade, a humildade e a reparação dos danos causados por autoridades do reino. Sua fé era inabalável, mostrando que preferia perder a vida a comprometer a consciência e a fidelidade a Deus.
Nobreza
Nobreza e Tradição numa cristandade Vigorosa 6
O texto mostra como, ao longo da história, muitos nobres, reis, generais e estadistas viveram com profunda fé católica, a ponto de vários se tornarem santos, provando que a nobreza é compatível com a prática heroica das virtudes. Relata exemplos de reis que rezavam o rosário, defendiam a Igreja, honravam a Eucaristia em público e, na hora da morte, pensavam antes na salvação da alma do que nos bens terrenos ou nos títulos. Mostra também chefes militares e governantes que preferiram dar testemunho cristão diante dos soldados e súditos, reconheceram o poder da cruz acima do cetro e respeitaram a religião mesmo em conflitos políticos. Em síntese, a verdadeira grandeza temporal aparece sempre subordinada a Deus: os melhores príncipes, políticos e heróis foram aqueles que cumpriram seus deveres com os homens porque tinham clara consciência de seus deveres para com o Criador.
Nobreza
Nobreza e Tradição - numa sociedade vigorosa 5
foto - Retrato por Mathew Brady, 1876. O artigo mostra como D. Pedro II vivia de forma simples e acessível, vendo todo o povo como sua “família brasileira” e evitando barreiras entre a nobreza e o restante da sociedade. Relatos de diplomatas, escritores e conselheiros descrevem as audiências públicas dos sábados, em que qualquer pessoa — até o mais humilde negro descalço — podia falar diretamente com o Imperador, sem formalidades. Ele escutava com atenção, tratava todos com bondade e muitas vezes resolvia injustiças que autoridades locais ignoravam. Essas atitudes exemplificavam o exercício nobre e paterno do Poder Moderador, apresentado como um modelo de governante útil e moralmente elevado, desejável até para o Brasil de hoje.