NOBREZA E TRADIÇÃO NUMA CRISTANDADE VIGOROSA 4
Nobreza

NOBREZA E TRADIÇÃO NUMA CRISTANDADE VIGOROSA 4

Os empreendimentos rurais antigos eram familiares e favoreciam convívios frequentes entre proprietários e empregados, estendendo-se às cidades vizinhas e criando normas de cortesia para facilitar o contato. Contatos entre nobres e pessoas de níveis inferiores existiam quando necessários, sempre sem hostilidade. Reis, como Luís XIV, mantinham acesso livre ao povo, permitindo que súditos visitassem palácios e participassem de refeições reais. Exemplos históricos mostram que estudantes comuns podiam percorrer palácios e até viajar com membros da corte, evidenciando a abertura social da época.
fonte: livro A Volta ao Mundo da Nobreza

Os empreendimentos rurais eram implantados e desenvolvidos em bases familiares, gerando contatos múltiplos e frequentes entre os proprietários e seus empregados. Parte desse convívio se estendia às cidades vizinhas, imbricando-se assim as famílias de ambos os setores. Foram se estabelecendo naturalmente normas de cortesia e tratamento, para facilitar o relacionamento mantendo a distância conveniente. Nunca para dificultar o contato, ao contrário do que muitos parecem acreditar. Contatos entre pessoas de nível muito alto com outras de nível muito menor não eram frequentes, por serem desnecessários. Quando os nobres eram abordados por motivos válidos, nunca hostilizavam os inferiores.

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Os reis sempre tiveram íntimo contato com seus povos. Na França ninguém era excluído da presença do rei, e as pessoas da classe mais baixa penetravam ousadamente em seu salão íntimo. O rei comia diante de seus súditos, em família, e cada um podia entrar na sala durante a refeição. O próprio Luís XIV afirmou: “Nesta monarquia, o acesso dos súditos ao príncipe é livre e fácil”.

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