AMÉRICA LATINA Rejeição continental aos candidatos de esquerda
O presidente do Partido Comunista do Chile, Lautaro Carmona, durante uma recente visita à infeliz ilha de Cuba, fez os mais absurdos elogios ao ex-ditador das Antilhas: “Nós, comunistas chilenos, temos a honra de participar deste colóquio centenário do camarada Fidel [...] um traço essencial de sua ética, seu humanismo, sua humanidade, que não conhecia limites”.* Para o líder comunista chileno, entretanto, nem tudo são flores. O avanço da direita é considerado, nessas mesmas declarações, como “o perigo mais significativo que a humanidade enfrenta. A expressão recalcitrante da extrema-direita fascista está se consolidando em nossos países”.
As apreensões do comunista chileno sobre a expansão de governos de direita no continente fazem mais sentido do que sua ladainha em favor do falecido ditador das Antilhas.
De fato, em nenhum período histórico recente se observou uma sequência tão grande de resultados eleitorais favoráveis a candidatos de direita e fracassos tão retumbantes da esquerda.
...
Quer ler o artigo completo?
Assine a Revista Catolicismo e tenha acesso a todos os artigos e edições exclusivas.
Artigos Relacionados
Internacional
RÚSSIA-UCRÂNIA: O DILEMA DO OCIDENTE
A Correspondência Romana já havia desmentido, em 2022, a ideia de que a guerra entre Rússia e Ucrânia seria uma armadilha da CIA e da OTAN, apontando, com base no estudo do professor Aldo Giannuli, os erros de inteligência que impediram a previsão correta do conflito. Quatro anos depois, Shaun Walker corroborou essa visão ao mostrar, em extensa pesquisa, que até o fim de 2021 a maioria dos governos europeus e ucranianos considerava improvável uma invasão em grande escala, apesar dos alertas da CIA e do MI6. A realidade acabou por contrariar as expectativas: a Ucrânia resistiu, o Ocidente intensificou sanções e apoio militar, enquanto a Rússia viu seu plano de vitória rápida frustrado, criando um impasse onde nenhum dos lados pode aceitar derrota completa. Esse dilema estratégico obriga o Ocidente a equilibrar o apoio suficiente à Ucrânia para impedir a vitória russa sem provocar uma escalada descontrolada, mantendo a estabilidade da Europa em risco.
Internacional
Cria corvos e eles te arrancarão os olhos
Ortega anunciou que não haverá mais eleições, convertendo a Nicarágua em uma ditadura ad personam ao lado de sua esposa Rosario Murillo. O regime sandinista surgiu da aliança entre a Teologia da Libertação, as Comunidades Eclesiais de Base e a FSLN, que derrubou Somoza em 1979. Nos anos 80 a Igreja católica apoiou o governo, colocando sacerdotes em ministérios, mas a esperança acabou quando o sandinismo se tornou autoritário. Desde 2006 Ortega consolidou o poder, suprimindo opositores, prendendo líderes e perseguindo a própria Igreja que antes ajudou a subir. O texto aponta que a Igreja ainda não fez um “mea culpa” pelos erros de ter apoiado a revolução que hoje a persegue.
Internacional
Duas opções: o “Dia D” e o Sagrado Coração de Jesus
“Dia D” (Disclosure Day – “Dia da Revelação”) é o nome do recente filme de Steven Spielberg. Trata do dia em que o gênero humano fica sabendo que não se encontra sozinho no universo, pois, segundo o enredo, há uma vida extraterrestre e se recomenda ouvir a revelação dos ETs. Entretanto, para um católico a solução para o mundo está em ouvir a revelação do Sagrado Coração de Jesus.
Internacional
“Falcões” e “pombos” na turbulência Internacional
O texto contrapõe “falcões” e “pombos” desde a Guerra Fria: os primeiros veem a paz garantida pela força e dissuasão, os segundos pela distensão, diálogo e convergência global. Mostra como, na prática, a política pacifista ocidental desarmou psicologicamente o público diante do expansionismo comunista (URSS e depois China), enquanto a linha dura de Reagan foi decisiva para o colapso soviético. Atualiza o quadro com 11 de Setembro, Covid, guerra na Ucrânia, ataques do Irã via Hamas e o retorno da “linha dura” com Trump e Netanyahu, vistos pela mídia pacifista como ameaças. Conclui, à luz de Plinio Corrêa de Oliveira, que a obstinação “dos pombos” historicamente favorece os agressores e pode repetir os erros que levaram ao Terror de 1789.