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AMÉRICA LATINA Rejeição continental aos candidatos de esquerda

Lautaro Carmona, presidente do PC Chile, elogiou Fidel Castro em visita a Cuba, mas alertou que a expansão da extrema‑direita representa o maior perigo para a humanidade. Ele citou a sucessão de vitórias eleitorais de candidatos de direita – Milei na Argentina, Kast no Chile, Fernández na Costa Rica, entre outros – que demonstram uma guinada continental contra a esquerda. Essa tendência, impulsionada por protestos contra insegurança, corrupção e políticas populistas, coloca em xeque o futuro da esquerda na América Latina.
Juan Antonio Montes

O presidente do Partido Comunista do Chile, Lautaro Carmona, durante uma recente visita à infeliz ilha de Cuba, fez os mais absurdos elogios ao ex-ditador das Antilhas: “Nós, comunistas chilenos, temos a honra de participar deste colóquio centenário do camarada Fidel [...] um traço essencial de sua ética, seu humanismo, sua humanidade, que não conhecia limites”.* Para o líder comunista chileno, entretanto, nem tudo são flores. O avanço da direita é considerado, nessas mesmas declarações, como “o perigo mais significativo que a humanidade enfrenta. A expressão recalcitrante da extrema-direita fascista está se consolidando em nossos países”.

As apreensões do comunista chileno sobre a expansão de governos de direita no continente fazem mais sentido do que sua ladainha em favor do falecido ditador das Antilhas.

De fato, em nenhum período histórico recente se observou uma sequência tão grande de resultados eleitorais favoráveis a candidatos de direita e fracassos tão retumbantes da esquerda.

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