Cria corvos e eles te arrancarão os olhos
Que se esqueçam! Não haverá mais eleições aqui!” — decretou o mandatário da Nicarágua Daniel Ortega.
Ele o fez durante os atos pelo 47º aniversário da Revolução Sandinista, em 19 de julho passado. E anunciou oficialmente o que todos já sabiam: a democracia no país acabou. A Nicarágua oficialmente se tornou uma ditadura ad personam, com o poder dividido entre Ortega e sua mulher Rosario Murillo.
Como se chegou a este ponto? A resposta é muito importante, até pelo fato de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, ter sido sempre um ferrenho defensor do regime sandinista. Continuará sendo mesmo depois deste recente passo de Ortega?
...
Quer ler o artigo completo?
Assine a Revista Catolicismo e tenha acesso a todos os artigos e edições exclusivas.
Artigos Relacionados
Internacional
Duas opções: o “Dia D” e o Sagrado Coração de Jesus
“Dia D” (Disclosure Day – “Dia da Revelação”) é o nome do recente filme de Steven Spielberg. Trata do dia em que o gênero humano fica sabendo que não se encontra sozinho no universo, pois, segundo o enredo, há uma vida extraterrestre e se recomenda ouvir a revelação dos ETs. Entretanto, para um católico a solução para o mundo está em ouvir a revelação do Sagrado Coração de Jesus.
Internacional
“Falcões” e “pombos” na turbulência Internacional
O texto contrapõe “falcões” e “pombos” desde a Guerra Fria: os primeiros veem a paz garantida pela força e dissuasão, os segundos pela distensão, diálogo e convergência global. Mostra como, na prática, a política pacifista ocidental desarmou psicologicamente o público diante do expansionismo comunista (URSS e depois China), enquanto a linha dura de Reagan foi decisiva para o colapso soviético. Atualiza o quadro com 11 de Setembro, Covid, guerra na Ucrânia, ataques do Irã via Hamas e o retorno da “linha dura” com Trump e Netanyahu, vistos pela mídia pacifista como ameaças. Conclui, à luz de Plinio Corrêa de Oliveira, que a obstinação “dos pombos” historicamente favorece os agressores e pode repetir os erros que levaram ao Terror de 1789.
Internacional
As verdadeiras causas da guerra e a única condição para a paz
A maioria dos analistas atribui a guerra no Oriente Médio a interesses econômicos, mas Roberto de Mattei sustenta que as causas profundas são teológicas e escatológicas, ligadas a visões de fim dos tempos presentes no evangelicalismo americano, no sionismo judaico, no messianismo xiita iraniano e no mito russo da “Terceira Roma”. Ideólogos como Dugin e até grandes nomes da tecnologia (Musk, Thiel) reinterpretam a luta entre Bem e Mal como conflito de poderes seculares pela dominação mundial. Em contraste, a Igreja Católica possui sua própria teologia da história, baseada em Santo Agostinho e reafirmada por Pio XI e Pio XII: o afastamento de Deus é a causa última das guerras. A única condição verdadeira para a paz é o retorno à ordem natural e divina, ao reino de Cristo, culminando no triunfo profetizado em Fátima pelo Imaculado Coração de Maria.
Internacional
Tentando explicar a crise sobre a GROENLÂNDIA
John Horvat As ameaças do governo Trump de tomar posse da Groenlândia não fazem sentido. Seja por pressão ou invasão, a aquisição da ilha (território da Dinamarca) pouco povoada seria um ato brutal de agressão, moralmente injustificável. É verdade que a região do Ártico é um local de crescente importância estratégica. No entanto, não se trata de uma emergência de segurança nacional. Não há motivo para invadir ou forçar uma venda.