Consejo de Comunicación y Ciudadania del Gobierno de Nicaragua / César Pérez
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Internacional

Cria corvos e eles te arrancarão os olhos

Ortega anunciou que não haverá mais eleições, convertendo a Nicarágua em uma ditadura ad personam ao lado de sua esposa Rosario Murillo. O regime sandinista surgiu da aliança entre a Teologia da Libertação, as Comunidades Eclesiais de Base e a FSLN, que derrubou Somoza em 1979. Nos anos 80 a Igreja católica apoiou o governo, colocando sacerdotes em ministérios, mas a esperança acabou quando o sandinismo se tornou autoritário. Desde 2006 Ortega consolidou o poder, suprimindo opositores, prendendo líderes e perseguindo a própria Igreja que antes ajudou a subir. O texto aponta que a Igreja ainda não fez um “mea culpa” pelos erros de ter apoiado a revolução que hoje a persegue.
Julio Loredo

Que se esqueçam! Não haverá mais eleições aqui!” — decretou o mandatário da Nicarágua Daniel Ortega.

Ele o fez durante os atos pelo 47º aniversário da Revolução Sandinista, em 19 de julho passado. E anunciou oficialmente o que todos já sabiam: a democracia no país acabou. A Nicarágua oficialmente se tornou uma ditadura ad personam, com o poder dividido entre Ortega e sua mulher Rosario Murillo.

Como se chegou a este ponto? A resposta é muito importante, até pelo fato de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, ter sido sempre um ferrenho defensor do regime sandinista. Continuará sendo mesmo depois deste recente passo de Ortega?

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