Duas opções: o “Dia D” e o Sagrado Coração de Jesus
O filme de Steven Spielberg, “Dia D”, chega em momento estranho da história dos Estados Unidos. Quando o país comemora o 250º aniversário de sua fundação, enfrenta polarização em vez de unidade e recriminações em vez de comemorações. Pior ainda, parece não haver saída humana para tal confusão. As pessoas passam a buscar desesperadamente soluções.
Assim, muitos poderiam pensar que se ao menos a nação pudesse imaginar alguma opção extraordinária e sobrenatural que quebrasse todas as regras e superasse todos os problemas, o país poderia assistir às drásticas mudanças de que tanto precisa.
Isso poderia acontecer de duas maneiras.
...
Quer ler o artigo completo?
Assine a Revista Catolicismo e tenha acesso a todos os artigos e edições exclusivas.
Artigos Relacionados
Internacional
RÚSSIA-UCRÂNIA: O DILEMA DO OCIDENTE
A Correspondência Romana já havia desmentido, em 2022, a ideia de que a guerra entre Rússia e Ucrânia seria uma armadilha da CIA e da OTAN, apontando, com base no estudo do professor Aldo Giannuli, os erros de inteligência que impediram a previsão correta do conflito. Quatro anos depois, Shaun Walker corroborou essa visão ao mostrar, em extensa pesquisa, que até o fim de 2021 a maioria dos governos europeus e ucranianos considerava improvável uma invasão em grande escala, apesar dos alertas da CIA e do MI6. A realidade acabou por contrariar as expectativas: a Ucrânia resistiu, o Ocidente intensificou sanções e apoio militar, enquanto a Rússia viu seu plano de vitória rápida frustrado, criando um impasse onde nenhum dos lados pode aceitar derrota completa. Esse dilema estratégico obriga o Ocidente a equilibrar o apoio suficiente à Ucrânia para impedir a vitória russa sem provocar uma escalada descontrolada, mantendo a estabilidade da Europa em risco.
Internacional
AMÉRICA LATINA Rejeição continental aos candidatos de esquerda
Lautaro Carmona, presidente do PC Chile, elogiou Fidel Castro em visita a Cuba, mas alertou que a expansão da extrema‑direita representa o maior perigo para a humanidade. Ele citou a sucessão de vitórias eleitorais de candidatos de direita – Milei na Argentina, Kast no Chile, Fernández na Costa Rica, entre outros – que demonstram uma guinada continental contra a esquerda. Essa tendência, impulsionada por protestos contra insegurança, corrupção e políticas populistas, coloca em xeque o futuro da esquerda na América Latina.
Internacional
Cria corvos e eles te arrancarão os olhos
Ortega anunciou que não haverá mais eleições, convertendo a Nicarágua em uma ditadura ad personam ao lado de sua esposa Rosario Murillo. O regime sandinista surgiu da aliança entre a Teologia da Libertação, as Comunidades Eclesiais de Base e a FSLN, que derrubou Somoza em 1979. Nos anos 80 a Igreja católica apoiou o governo, colocando sacerdotes em ministérios, mas a esperança acabou quando o sandinismo se tornou autoritário. Desde 2006 Ortega consolidou o poder, suprimindo opositores, prendendo líderes e perseguindo a própria Igreja que antes ajudou a subir. O texto aponta que a Igreja ainda não fez um “mea culpa” pelos erros de ter apoiado a revolução que hoje a persegue.
Internacional
“Falcões” e “pombos” na turbulência Internacional
O texto contrapõe “falcões” e “pombos” desde a Guerra Fria: os primeiros veem a paz garantida pela força e dissuasão, os segundos pela distensão, diálogo e convergência global. Mostra como, na prática, a política pacifista ocidental desarmou psicologicamente o público diante do expansionismo comunista (URSS e depois China), enquanto a linha dura de Reagan foi decisiva para o colapso soviético. Atualiza o quadro com 11 de Setembro, Covid, guerra na Ucrânia, ataques do Irã via Hamas e o retorno da “linha dura” com Trump e Netanyahu, vistos pela mídia pacifista como ameaças. Conclui, à luz de Plinio Corrêa de Oliveira, que a obstinação “dos pombos” historicamente favorece os agressores e pode repetir os erros que levaram ao Terror de 1789.