A Palavra do Sacerdote - Agosto de 2026
Na coluna do mês passado, procuramos mostrar os grandes benefícios auferidos pela piedade popular do impulso pastoral antiprotestante dado pelo Concílio de Trento, por meio do catecismo, do esplendor do culto e da difusão de devoções paralitúrgicas que ajudavam os fiéis a se unirem espiritualmente ao Santo Sacrifício da Missa.
Vimos igualmente a contraofensiva do Enciclopedismo e das correntes jansenizantes infiltradas na Igreja, favoráveis a uma liturgia simplificada que falasse mais à razão do que ao coração do povo cristão. Foi nesse contexto que surgiu o movimento de restauração litúrgica promovido por Dom Guéranger e levado à sua maturidade por São Pio X, por meio do canto gregoriano, da adoção do rito romano por todas as dioceses francesas e, sobretudo, pela recepção frequente do Santíssimo Sacramento e a Primeira Comunhão das crianças desde a idade da razão.
Contudo, já nos últimos meses do pontificado desse santo pontífice, deu-se uma primeira inflexão no movimento, que desembocou num claro desvio. É o que examinaremos na coluna deste mês. O primeiro passo nessa direção desencarnada e protestantizante foi dado pelas abadias beneditinas de Beuron, na Floresta Negra alemã, e de Maredsous, na Bélgica, onde a herança de Solesmes começou a ser reinterpretada.
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