"Missa Tradicional e Comunhão Eclesial: Esclarecendo as Objeções"
Palavra Do Sacerdote

"Missa Tradicional e Comunhão Eclesial: Esclarecendo as Objeções"

Pergunta – Há mais ou menos um ano, minha mulher e eu descobrimos a Missa tradicional. No início, fomos por curiosidade, talvez até com alguma reserva. Depois, pouco a pouco, aprendemos a entrar no silêncio, a acompanhar o rito com o missal, a saborear uma liturgia mais recolhida, marcada pelo senso do sagrado e do mistério. Com o tempo, percebemos que já não conseguíamos mais participar com facilidade da Missa no rito novo, que passou a nos parecer ruidosa, muito exterior e pouco propícia à oração profunda. Alguns amigos, notando a nossa ausência na Missa paroquial habitual, passaram a nos censurar, dizendo que os fiéis ligados à tradição se fecham em si mesmos e esquecem algo essencial da Igreja: o "estar juntos". Segundo eles, se cada grupo escolhe o rito que prefere, a liturgia deixa de ser um fator de unidade e passa a ser elemento de divisão, quando não de exclusão. Para reforçar o argumento, evocam a chamada "comunhão eclesial", insistindo que o bispo celebra apenas no rito novo, e que, portanto, não seria possível permanecer em comunhão se não se participasse "da mesma mesa eucarística". O que pensar diante dessas objeções?
Pe. David Francisquini


Pergunta – Há mais ou menos um ano, minha mulher e eu descobrimos a Missa tradicional. No início, fomos por curiosidade, talvez até com alguma reserva. Depois, pouco a pouco, aprendemos a entrar no silêncio, a acompanhar o rito com o missal, a saborear uma liturgia mais recolhida, marcada pelo senso do sagrado e do mistério. Com o tempo, percebemos que já não conseguíamos mais participar com facilidade da Missa no rito novo, que passou a nos parecer ruidosa, muito exterior e pouco propícia à oração profunda. Alguns amigos, notando a nossa ausência na Missa paroquial habitual, passaram a nos censurar, dizendo que os fiéis ligados à tradição se fecham em si mesmos e esquecem algo essencial da Igreja: o "estar juntos". Segundo eles, se cada grupo escolhe o rito que prefere, a liturgia deixa de ser um fator de unidade e passa a ser elemento de divisão, quando não de exclusão. Para reforçar o argumento, evocam a chamada "comunhão eclesial", insistindo que o bispo celebra apenas no rito novo, e que, portanto, não seria possível permanecer em comunhão se não se participasse "da mesma mesa eucarística". O que pensar diante dessas objeções?


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Pe. David Francisquini